Faturamento da indústria de autopeças tem aumento de 13,3% em 2024
Fonte: Transporte Moderno (13/03/2025)
Divulgação Sabo
O mercado de reposição apresentou incremento de 13,6% – com aumento de 16,7% nas vendas para linha leve e de 1,4% para a linha pesada. As montadoras tiveram crescimento de 15,7% no ano passado
O faturamento nominal da indústria de autopeças cresceu 13,3% em 2024 em relação a 2023. Em termos reais, o aumento foi de 9,9%, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
O Sindipeças atribui a diversos fatores o crescimento da receita das empresas no ano passado, como o desempenho bastante positivo da produção automotiva, que teve incremento de 9,7% em relação ao ano anterior; a progressiva melhora do mercado de trabalho, que encerrou o ano com cerca de 1,7 milhão de novos postos formais de trabalho, taxa de desemprego em 6,2% e aumento do rendimento real em 12,0%; oferta de crédito abundante, a despeito do aumento da taxa básica de juros a partir de setembro; suave queda da inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, e estabilidade no mercado de reposição.
As exportações representaram o fator negativo, segundo o Sindipeças. Para montadoras, houve recuo de 1,3% das exportações de veículos e para a indústria de autopeças, de 12,9% das vendas ao exterior.
Canais de distribuição
Nos canais de distribuição, o faturamento nominal proveniente das montadoras teve crescimento de 15,7% no ao passado em relação ao ano anterior, e o mercado de reposição aumentou 13,6% – com aumento de 16,7% nas vendas para linha leve e de 1,4% para a linha pesada.
“Em movimento oposto, o faturamento proveniente das exportações apresentou retração nominal de 1,4% e real de 4,4%, o que confirma a percepção de um movimento de retração ao longo do ano – e não somente de forma pontual – por causa da retração econômica na Argentina”, explica o Sindipeças.
Comparativo mensal
Em dezembro, o faturamento das empresas teve redução de 24% em relação a novembro tanto real como em termos nominais. Segundo o Sindipeças, isso ocorreu devido a fatores sazonais, como férias coletivas, paralisações técnicas e menor número de dias úteis.
Devido à influência da sazonalidade, a utilização da capacidade recuou para 71% (havia sido de 75% no mês anterior), o que em alguma medida está associado ao desempenho mais fraco na relação com montadoras e no aftermarket. O emprego teve leve recuo de 0,9% em relação ao mês anterior e avanço de 2,2% em 2024 na comparação com 2023.